9 de mar. de 2026

Hidrogênio verde e captura de carbono: como esses dois temas estão redesenhando o mercado de gases industriais

Hidrogênio verde e captura de carbono: como esses dois temas estão redesenhando o mercado de gases industriais

Hidrogênio verde e captura de carbono passaram de “promessas futuras” para investimentos concretos, envolvendo grandes players globais de gases e indústrias intensivas em emissão. Entre 2025 e 2035, esses vetores devem redesenhar contratos, supply chain e perfis de risco das indústrias que consomem gases no Brasil.

Seção 1 – Hidrogênio verde em alta

  • Relatórios recentes apontam o hidrogênio como um dos segmentos de mais rápido crescimento em gases industriais, com foco em energia limpa e descarbonização.

  • Empresas investem pesado em eletrólise alimentada por energias renováveis para substituir o hidrogênio derivado de combustíveis fósseis, impulsionadas por políticas públicas e metas de neutralidade.

  • Aplicações incluem refino, química, geração de energia, transporte com células a combustível e projetos de steelmaking de baixas emissões.​

Seção 2 – Captura, uso e armazenamento de carbono (CCUS)

  • O mercado global de captura de carbono pode crescer várias vezes até 2034, sustentado por regulações climáticas e incentivos.​

  • Há iniciativas emblemáticas, como alianças entre empresas de gases e grandes indústrias químicas para projetos de captura e armazenamento na Europa e América do Norte.

  • CO₂ deixa de ser apenas passivo ambiental e passa a ser “produto” em cadeias de valor como EOR, bebidas, refrigeração, produtos químicos e materiais.

Seção 3 – O papel das empresas de gases industriais

  • Grandes grupos como Linde, Air Liquide, Air Products e outros ampliam portfólio em hidrogênio verde, soluções digitais e CCUS, por meio de parcerias, aquisições e novos projetos.​

  • Investimentos recentes incluem plantas criogênicas avançadas, expansões logísticas e infraestruturas dedicadas a hidrogênio e CO₂ em regiões estratégicas.​

  • Isso cria novas possibilidades de contratos “as a service”, onde o cliente paga por performance (toneladas de CO₂ capturado, eficiência energética, etc.).

Seção 4 – Como empresas brasileiras podem se posicionar

  • Avaliar se há “clusters” de emissão e consumo de CO₂ na região (refino, cimento, siderurgia, alimentos, químico), que permitam projetos de CCUS economicamente viáveis.

  • Estudar a viabilidade de uso de hidrogênio (mesmo cinza/azul como etapa intermediária) em aplicações específicas de processo ou mobilidade interna.

  • Integrar roadmap de gases industriais ao planejamento estratégico de descarbonização e às metas do futuro mercado regulado de carbono brasileiro.


Se você quer entender se sua planta tem potencial para projetos de hidrogênio ou captura de carbono, podemos construir juntos um estudo de oportunidade com base no seu perfil de consumo de gases e emissões.