9 de mar. de 2026

Mercado regulado de carbono e gases industriais: como se preparar para 2026 no Brasil

Mercado regulado de carbono e gases industriais: como se preparar para 2026 no Brasil

O Brasil avança na implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), um mercado regulado de carbono que coloca limites máximos de emissões para grandes emissores. A fase de regulamentação se estende por 2025–2026, mas quem consome gases industriais já pode (e deve) se preparar.

Seção 1 – O que é o SBCE e em que fase estamos

  • O SBCE é um mercado regulado de carbono com limites de emissão para grandes emissores, parte do Plano de Transformação Ecológica e alinhado à neutralidade de carbono até 2050.​

  • A implementação foi organizada em fases, com a Fase 1 (2025–2026) focada na regulamentação da lei; etapas seguintes tratam de MRV (Mensuração, Relato e Verificação) e obrigações de reporte e monitoramento.

  • O objetivo é precificar carbono, incentivar tecnologias limpas e modernizar setores industriais.​

Seção 2 – Por que isso importa para gases industriais

  • Limites de emissões e precificação de carbono pressionam indústrias intensivas em energia e combustíveis, que já utilizam grandes volumes de oxigênio, nitrogênio, hidrogênio e CO₂.​

  • Projetos de captura e utilização de carbono (CCU) ganham força e podem transformar CO₂ em insumo de valor, em aplicações como bebidas, EOR e química.

  • Gases associados à descarbonização, como hidrogênio verde, tendem a se valorizar como solução tecnológica, não apenas como insumo.

Seção 3 – Oportunidades para a indústria

  • Redução de custo futuro de carbono via aumento de eficiência energética, otimização de queimadores e enriquecimento de oxigênio em fornos.

  • Projetos de CCUS integrando fornecimento de CO₂, injeção em reservatórios ou uso em processos industriais, aproveitando o crescimento previsto do mercado de captura de carbono até 2034.​

  • Reposicionamento estratégico de fornecedores de gases, que passam a oferecer “pacotes” de eficiência, descarbonização e gestão de emissões.

Seção 4 – Como se preparar já em 2026

  • Mapear fontes de emissões diretas ligadas a combustão, processos e uso de gases (oxigênio, combustíveis, CO₂ técnico).

  • Implementar sistema robusto de MRV, integrando dados de consumo de gás, combustíveis e produção.

  • Avaliar projetos de substituição ou complementação com soluções de hidrogênio, oxigênio enriquecido, captura de CO₂ e otimização de processos térmicos.

  • Revisar contratos de fornecimento de gases com cláusulas de flexibilidade para futuros requisitos ambientais e metas internas de ESG.


“Se a sua empresa será impactada pelo mercado regulado de carbono, posso te ajudar a conectar estratégia de gases, eficiência energética e redução de emissões em um único plano de ação.”